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Pós-pandemia e atividade física: Qual será o cenário?

Pós-pandemia e atividade física: Qual será o cenário?

A pandemia do novo coronavírus trouxe à tona uma nova realidade que gera reflexões e mudanças na rotina das pessoas. As chamadas 'reuniões em home office', o consumo consciente e caseiro, a produtividade, a busca por conhecimento e a expressiva transformação digital, passaram, cada vez mais, a ser assuntos de conversas, notícias, estudos acadêmicos, entre outros.

Dentre as tendências, a atividade física é uma das que mais se destaca e aparentemente a sua importância para a saúde tem sido reconhecida. No entanto, o isolamento social tem contribuído para o aumento do sedentarismo. Veja notícia abaixo:

Link: https://jornal.usp.br/ciencias/pesquisa-reforca-a-necessidade-da-pratica-de-atividade-fisica-mesmo-durante-a-pandemia/

Em virtude do cenário atual e do aumento da passagem de informação e de conhecimento em decorrência da transformação digital e globalização, as pessoas têm visto a prática esportiva como uma forma de manter a qualidade de vida e o bem-estar no cenário remoto – de forma segura.

No entanto, a pandemia indica a esperança de um novo-normal com o avanço da vacinação no mundo. Cenário este que ainda é muito incerto. Muitos acreditam que certos hábitos criados durante a pandemia se manterão como o trabalho em home office, por exemplo. Mas, uma coisa é fato: o contato social, o número de pessoas em deslocamento e a quantidade de compromissos fora de casa irão aumentar.

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Por conta disso, será que a atividade física – seja ela nos modelos praticados atualmente, ou em outro formato – será mantida na rotina das pessoas ou será que, por conta da ‘correria’ no dia a dia, ela perderá espaço para outros compromissos e hábitos?

A reflexão é importante, pois independentemente da situação, o hábito de praticar atividade física é extremamente valioso. Charles Duhigg, autor do livro Poder do Hábito – que trata do porquê fazemos o que fazemos na vida e nos negócios – afirma que todo hábito é criado através de um gatilho inicial e que tem alguma recompensa desejada. A atividade física pode ser inserida na rotina também dessa forma. 

Sendo assim, como estimular o aluno a tornar a atividade física parte do estilo de vida?

A motivação do aluno é um fator decisório para que ele crie o costume de praticar exercícios físicos.

Desta forma, procure entender quais são os objetivos e necessidades dele, como é a rotina e como ele acredita que a rotina seja em um novo contexto pós-pandemia e qual o tipo de atividade mais prazerosa para ele. O entendimento acerca da individualidade é essencial para que o treino faça sentido e seja efetivo, tanto para a autoestima e felicidade, como pensando no fomento à criação de um hábito.

Entenda também como podem ser criadas mini recompensas, a partir do objetivo principal. Por exemplo, o aluno pode ter um enorme prazer em praticar corrida de rua ou caminhada e o que ele mais deseja é reduzir a gordura corporal. Para isso, muitas vezes podem ser encontradas pessoas que acreditam que associar um treino nesses moldes a uma dieta ou alguma restrição alimentar podem trazer o resultado desejado. No entanto, muitas vezes é dolorido para o aluno pensar que não pode comer aquele hambúrguer no final da semana, o que o leva a desistir ou fraquejar diante do objetivo pessoal.

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Outro exemplo é a rotina do aluno que pode ser um fator limitante. No entanto, até mesmo uma atividade física com duração de 30 minutos diários, ou transformar uma tarefa de casa – como higienizar o banheiro, cozinha e os demais aposentos – em uma forma de praticar atividade física, podem ser extremamente benéficas à saúde.

Nesse momento, a criatividade do professor se mostra cada vez mais importante, em virtude da maior flexibilidade de rotina e compromissos. Ela é um diferencial.

Acima de tudo, procure compreender o aluno, pois assim como Charles Duhigg afirma que se as ambições (ou necessidades) são compreendidas, podem ser definidas mini recompensas – que seja até mesmo comer uma barra de chocolate pós-treino, um dia para comer alimentos mais calóricos, ou um dia de descanso. Além disso, estimule-o traçando metas de curto, médio e longo prazo. Deste modo, o aluno se sentirá motivado a criar momentos na rotina - seja em situações de isolamento social ou não - para praticar atividade física.

Esporte & Movimento
Luiz Fernando Fernandes Fortes
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