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A importância das variáveis de intensidade no trail run

A importância das variáveis de intensidade no trail run

A busca por avaliações que possam refletir a condição física dos atletas em determinada modalidade vem sendo pesquisada há algum tempo. Vários são os índices que podem ser mensurados para expressar essa condição física, dentre eles, a frequência cardíaca, a velocidade aeróbia máxima e o consumo máximo de oxigênio estão entre os mais utilizados. Mas a ciência do esporte tem demonstrado que cada vez mais é preciso aproximar os vários testes físicos as características de determinada modalidade, o que não é diferente nos esportes outdoor como o trail run.

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O VO2máx é a quantidade máxima de energia que pode ser produzida pelo metabolismo aeróbio por determinada unidade de tempo (DENADAI, 2000) e representa a mais alta captação de oxigênio alcançada por um indivíduo respirando ar atmosférico ao nível do mar (ASTRAND & RODHARL, 1980).

Dessa forma, vários treinadores utilizam percentuais do VO2máx para prescrever treinamento no atletismo (corridas), porém em esportes como o trail run, onde existe muita variação de relevo e fatores que influenciam no desemprenho, a VAM (Velocidade Aeróbia Máxima), a velocidade máxima que permite atingir o VO2máx (BIllat et al 1997) entra como uma importante ferramenta de trabalho.

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Está variável é muito importante para o treinamento do que conhecer o valor do VO2máx. Afinal, na hora dos treinos e provas na trilha você não terá acesso ao quanto se está consumindo de oxigênio, mas você pode saber a velocidade que está correndo. Outro fator que demonstra importância da VAM é que indivíduos podem possuir o mesmo VO2máx, porém a VAM de um pode ser maior que a do outro. A VAM também pode ser utilizada para a prescrição do treinamento, visto que a partir de porcentagens da VAM o treinador descobre as zonas de treinamento do atleta.

ASTRAND, P.; RODHAL, K. Tratado de Fisiologia do Exercício. Ed. Internacional, 2ª ed. Rio de Janeiro, 1980.

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