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A pandemia e o profissional de Educação Física – parte 2

A pandemia e o profissional de Educação Física – parte 2

Na primeira parte deste texto eu pedi que você fizesse uma atividade simples, mas que tem muito significado. Montar uma planilha sobre o que você faz durante a semana, quanto tempo leva para realizar as atividades e quanto você recebe por isto.

Esta planilha te dá acesso a situação atual do seu trabalho e pode nos ajudar a entender para onde você irá daqui para frente. Se você trabalha muito e ganha pouco por isto, acho que está na hora de repensarmos o que você tem feito.

Com essa organização em planilha acredito que já podemos responder algumas perguntas, como:

  1. Em que horários você realmente é remunerado para trabalhar
  2. Quais horários você trabalha e não é remunerado (por ex. montando treinos em horários fora do seu trabalho)
  3. Quanto tempo você leva se deslocando na ida e volta ao trabalho
  4. Quais locais/trabalhos você recebe mais pelo serviço que presta
  5. Existem horários livres que podem servir para outras ações

 

São 5 perguntas muito importantes, pois nos ajudam a entender de onde vem nosso dinheiro e talvez, quais caminhos seguir a partir disto.

Tenho trabalhado com a Mentoria de muitos profissionais de Educação Física que trabalham com atletas amadores ou como Personal Trainer. Os bons treinadores têm receitas mensais de 5 a 10 mil reais (média em 7,5 mil) o que está muito acima da média da profissão.

A maioria destes profissionais são empreendedores e tocam seu próprio negócio, sua própria marca. Porém, o que a maioria dos profissionais não entendem é que ele é uma empresa, uma marca e que deve cuidar com muito carinho disto.

Após as suas respostas às 5 perguntas que fiz você terá uma ideia se precisa mudar de ramo dentro da Educação Física, como por exemplo liberar horários na agenda para buscar novos alunos de personal.

Estes dias durante uma reunião um professor me disse que seu sonho era abrir um Studio de Personal, que poderia até buscar um financiamento de 200 mil reais para montar seu negócio, mas quando fui analisar seu dia a dia, ele ainda aceitava trabalhar numa sala de musculação ganhando menos de 10 reais por hora, mas sonhava em ter seu próprio negócio. O ponto chave ali é que ele deveria sair da sala de musculação e buscar aumentar seus alunos de personal, que lhe pagam 60 reais por hora (cidade do interior do Brasil).

Isto poderia aumentar em quase 100% a sua receita mensal, mas ele ainda tinha receio de perder o dinheiro fixo do emprego e pagar o preço de não conseguir alunos novos.

Como disse antes, você precisa se organizar, planejar e colocar as coisas em prática com calma, sem pressa para que elas deem certo. Toda mudança leva um tempo para dar certo e você precisa dar o primeiro passo para as coisas caminharem.

A pandemia nos mostrou que não existe emprego fixo, seguro, pois o inesperado pode acontecer. Eu mesmo fui mandado embora da universidade que trabalhava nos últimos 13 anos e agora empreendo com meu conhecimento, minhas estratégias, dificuldades e virtudes.

Não deixe o medo te paralisar, faça algo por você que fará a diferença nos próximos anos. Planeje a longo prazo, mas para isso tenha “saúde financeira” e confie muito em você, é a melhor coisa que poderá fazer por você mesmo.

Planeje o futuro e comece a colocar as coisas em prática. Não esqueça de fazer um post sobre o que aprendeu aqui usando a hashtag #esporteemovimento e me marcar nas redes sociais, terei o prazer de te conhecer melhor.

Um forte abraço

Prof Gerson Leite

Esporte & Movimento
Gerson Leite
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Professor de Educação Física apaixonado por Esportes, Atletas e Empreendedorismo no Esporte. Doutor em Treinamento Esportivo e Pós Doutor em Fisiologia.

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