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Aeróbio em jejum, vale a pena o risco?

Aeróbio em jejum, vale a pena o risco?

Essa é uma das principais dúvidas de quem está procurando emagrecer, se deve a crença que com pouca glicose na corrente sanguínea, maior será a utilização de gorduras para realizar a prática do exercício. Porém o processo de emagrecimento se deve a um balanço calórico negativo durante as 24hrs do dia, independentemente do substrato que está fornecendo a energia.

Em um recente estudo, a composição corporal de dois grupos, um treinando em jejum e outro não, em quatro semanas, ambos com dieta hipocalórica, não mostrou nenhuma diferença quanto a perda de gordura e nem de massa magra.
Sendo que praticar exercício em jejum, em alguns casos, pode levar à séria hipoglicemia, devido a alta velocidade de remoção de glicose.

Treinos em jejum também podem afetar a intensidade do exercício, ou seja, com intensidade baixa menos calorias serão queimadas e menor será o gasto energético, com isso é recomendado fazer exercícios após uma refeição leve e nutritiva (com carboidratos e proteínas de acordo com cada dieta individual). Assim a intensidade pode se manter elevada por mais tempo e maior será o gasto calórico.

Outro ponto é que indivíduos que praticam exercícios aeróbios em jejum podem experimentar desconfortos, como fadiga, sonolência, tontura e fraqueza, o que aumenta os riscos dessa prática para a saúde e o bem-estar. Como o processo de emagrecimento ocorre a longo prazo, quanto maior for o gasto energético diário, menos tempo total será necessário para emagrecer.

Conclui-se então que o aeróbio em jejum não queima mais gordura que exercício pós refeição, além de ter um maior risco para o praticante; pode ser sim uma alternativa de treino, porém para pessoas treinadas e com supervisão e prescrição de um profissional de educação física, portanto não vale a pena se arriscar, coma antes!

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