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Correr mais ou com mais qualidade

Correr mais ou com mais qualidade

              Um dos questionamentos mais recorrentes de nossos atletas sobre seus treinos é: “Será que estou treinando pouco?”. Este questionamento sempre acende um sinal de alerta para a necessidade de ter uma boa resposta a isso, além de saber equilibrar a relação entre o volume e intensidade, com o objetivo de atender às necessidades e expectativas dos nossos atletas.

                A partir da década de 1990, o número de corredores de rua cresceu vertiginosamente. Essa nova onda da corrida fez com que a empolgação tomasse o lugar da cautela, com isso o número de corredores lesionados, ou vítimas de outros tipos de comprometimentos também aumentou, mesmo havendo um avanço paralelo da tecnologia e da ciência.

                Os resultados obtidos em estudos recentes foram assustadores, os índices de corredores que apresentaram históricos de lesões variavam entre 37 e 56% do total dos sujeitos dos estudos.

                O aumento da distância percorrida semanalmente e a mudança repentina de hábitos de treinamentos são os principais fatores de risco de lesões, devido à dificuldade de adaptação dos tecidos às rápidas mudanças. Erros de treinamento como: não graduar a evolução dos treinamentos intervalados, o aumento da velocidade, a frequência e duração dos treinamentos são consideradas os principais responsáveis pelas instalações de lesões.

                A aplicação de exercícios técnicos (educativos) com ênfase em correções dos movimentos, somado a treinamentos específicos de força, são ferramentas importantes para a otimização do rendimento, tornando o movimento energeticamente mais econômico, por meio de alterações fisiológicas e biomecânicas.

                Um programa de treinamento elaborado com essas ferramentas, juntamente com uma boa distribuição das distâncias e velocidades percorridas semanalmente (qualidade), tem como objetivo substituir os treinamentos baseados em grandes distâncias (quantidade) e, consequentemente, aumentar o rendimento na corrida e diminuir a incidência de lesões.

                Existem diferentes tipos de estímulos que podem ser aplicados em um programa de treinamento. A combinação deles, com base na prova alvo e na característica de cada atleta, pode ser certeira para a obtenção de bons resultados e para a longevidade na corrida.

Bora pra cima!

Esporte & Movimento
Rodrigo Lobo
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Bacharel em Educação Física EEFE-USP Diretor e treinador da Lobo Assessoria Esportiva Corredor e Triatleta há mais de 20 anos. Palestrante de temas relacionados à saúde, qualidade de vida, corrida de rua e triathlon. CREF: 051186-G/SP

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