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Marketing Esportivo no século 21

Marketing Esportivo no século 21

O termo marketing esportivo foi usado pela primeira vez no jornal americano Advertising Age (Era da Publicidade) para descrever as ações de promoção no ambiente esportivo que algumas empresas estavam utilizando. Porém, o conceito surgiu em meados da década de 1910, quando a empresa de tacos de baseball, Louisville Slugger, assinou um contrato com o jogador Honus Wagner para usar a assinatura do jogador nos produtos.

Essa ação desencadeou várias outras e o esporte se tornou uma ótima ferramenta de comunicação e promoção corporativa. Desde então, o marketing esportivo cresceu mundialmente, com diversas campanhas famosas ao longo da história.

 

Confira momentos marcantes na história do marketing esportivo:

 

Esporte & Movimento | Marketing Digital

A Coca-Cola fez uma campanha histórica com o campeão olímpico de atletismo, Jesse Owens, em 1953. Foi um dos primeiros atletas negros a participar de uma campanha para a empresa.

 

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Um dos grandes casos de sucesso no marketing esportivo é, sem sombra de dúvida, o intervalo do Superbowl. A final do futebol americano se tornou um show assistido pelo mundo inteiro e seu intervalo comercial se tornou um dos momentos mais cobiçados e caros no meio publicitário.

Atualmente, uma empresa precisa investir em torno de 5,5 milhões de dólares para ter um comercial de 30 segundos, no intervalo do jogo.


 

Redes sociais e influência no mundo esportivo

Durante décadas, era necessário investir grandes quantias em campanhas publicitárias para se ter um bom retorno. O mercado era restrito para grandes empresas, que anunciavam em grandes veículos e usavam apenas atletas renomados, nacional e internacionalmente, para promover seus produtos.

As redes sociais mudaram esse cenário e abriram oportunidades para diversos atletas e empresas, de grande, médio e pequeno porte.

Claro que ainda existem grandes campanhas, feitas através das redes sociais, como o jogador Cristiano Ronaldo, que cobra em torno de 4 milhões de reais por um publipost (postagem publicitária paga). 

Entretanto, atletas de menor expressão, também estão usufruindo das redes sociais para conseguir parcerias e patrocínios, em um mercado que está crescendo muito nos últimos anos.

 

Como os atletas podem desenvolver sua marca pessoal e quais benefícios isso traz?

Hoje em dia, os atletas podem se comunicar diretamente com seus fãs e torcedores, de uma maneira informal e divertida, abordando assuntos pessoais e profissionais.

As redes sociais possibilitaram para o atleta uma maior visibilidade no dia a dia, sem depender exclusivamente de seus resultados em competições, para conseguir e/ou manter parcerias e patrocínios. Depender do resultado de uma competição pode, muitas vezes, ser uma pressão negativa para o atleta.

Sua marca pessoal, além dos resultados em competições,  faz com o que o público crie um maior interesse no atleta, fazendo com que ele atinja um número  maior de pessoas e crie uma intimidade maior com seu público. Criar essa intimidade com o público é importante, pois na hora que o atleta faz alguma divulgação, as chances de que o público confie no que ele está divulgando é grande, fazendo com que eles valorizem a marca divulgada.

Não só o atleta é beneficiado por esse tipo de divulgação, mas a marca também consegue atingir, de maneira mais assertiva e barata, seu público alvo. Por isso, é importante que a parceria seja previamente estudada, para ter certeza que o produto, imagem do atleta e público alvo estejam em sintonia.

A melhor maneira de garantir o sucesso da campanha, é entender as necessidades da empresa e como o atleta pode atendê-las. Para facilitar essa análise, o atleta pode enviar um mídia kit com as principais informações do seu público, conteúdo e experiências com campanhas anteriores.

 

Como fazer um bom mídia kit:

Métricas das redes sociais:

  • número de seguidores;

  • nicho do seu público;

  • informações do público: principais cidades, faixa etária, gênero;

  • número de impressões;

  • dados das últimas campanhas feitas.

Informações esportivas:

  • competições;

  • eventos;

  • resultados;

  • experiências que tragam autoridade no assunto.

Serviços que o atleta pode oferecer a empresa:

  • post no feed;

  • stories;

  • presença em eventos;

  • logomarca nos uniformes;

  • material publicitário para campanhas;

  • palestras.

Entregas:

  • estabelecer número de posts no feed/stories;

  • estabelecer o prazo da ação;

  • eventos que irá participar.

 

É importante que a marca envie um briefing ao atleta, orientando como fazer as divulgações e o que deve ser mencionado (perfis e hashtags).

Lembre-se: patrocínio é um investimento e não um gasto para a empresa. Portanto, deixe claro qual será o retorno de visibilidade para a mesma.

Conte nos comentários se você já trabalhou com marketing esportivo nas redes sociais e quais foram os pontos negativos e positivos da ação.

Referências:

https://rockcontent.com/br/blog/marketing-esportivo/#:~:text=Marketing%20Esportivo%20%C3%A9%20uma%20segmenta%C3%A7%C3%A3o,neg%C3%B3cio%20no%20mundo%20dos%20esportes.

 

Esporte & Movimento
Bianca Ewald
Bianca Ewald Seguir

ex atleta profissional de natação; estudante de nutrição; triatleta amadora.

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