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Mobilidade: a importância de trabalhá-la nos treinos

Mobilidade: a importância de trabalhá-la nos treinos

A mobilidade é a capacidade da articulação de se movimentar em toda a sua extensão de movimento. Com o tempo o ser humano vai perdendo isso, seja pela falta de exercício físico ou pelas demandas do trabalho (ficar sentado por horas, ficar parado em uma mesma posição por muito tempo, etc.).

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O ser humano deveria ser capaz de se movimentar confortavelmente, sem travas e nem rigidez articular, então é de extrema importância incluir os trabalhos de mobilidade nos treinamentos. Eles podem ser incluídos antes do treino principal, como forma de aquecimento, ou ser feito de forma separada, utilizando-os como treino regenerativo.

É necessário reestabelecer esse padrão de movimento, afinal, quando nascemos, somos capazes de realizar 100% deles. Já viu um bebê colocando o pé na boca (mobilidade de quadril) e uma criança de 2 anos agachando e mexendo em algo no chão (mobilidade de tornozelo)? Se nascemos assim, por que deixamos de executá-los?

Quando o corpo não consegue se movimentar em toda a usa amplitude, começam a aparecer algumas compensações a nível articular ou muscular. Isso pode acarretar em problemas mais sérios posteriormente: um quadril imóvel pode gerar dor na lombar, um tornozelo "duro" pode gerar uma lesão na corrida. Para aquele aluno que reclama de uma dor em um ponto X, a razão dessa dor pode não ser o ponto X e sim umas articulações para baixo ou para cima, então torne o corpo móvel (nas articulações que devem ser móveis).

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Dito isso devemos saber que algumas articulações foram feitas para serem estáveis. Segundo Thomas W. Myers, as articulações se alternam entre móvel e estável, sendo assim:

  • Cervical (estável)
  • Torácica (móvel)
  • Lombar (estável)
  • Quadril (móvel)
  • Joelho (estável)
  • Tornozelo (móvel)

Monte os treinos dos alunos seguindo essa regra e prestando bastante atenção em qual tipo de articulação você quer trabalhar, quais devem ganhar mobilidade e quais devem ser estáveis para sustentar o corpo.

Com o ganho de mobilidade conseguimos aumentar o ganho de força, velocidade e resistência, pois quanto maiores os ângulos articulares que os alunos alcançam, mais eles conseguem recrutar musculatura e fazer com ela trabalhe em toda a sua magnitude.

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Porém, não devemos confundir mobilidade com flexibilidade: uma ajuda a outra, mas não são semelhantes. Mobilidade está relacionado a articulação e tecidos moles enquanto a flexibilidade está relacionado a musculatura e tendões. Você pode trabalhar os dois juntos, mas deve prestar atenção em qual a ênfase de cada exercício. 

Esporte & Movimento
Lorena Borges
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Licenciatura plena em Educação Física Pós graduação em Fisiologia e Cinesiologia do exercício físico Personal Trainer Dona da Resistência Assessoria Esportiva

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