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O ciclo de Cori e sua importância

O ciclo de Cori e sua importância

Você se lembra do ciclo de Cori? Esse nome foi dado graças ao casal Carl e Gerty Cori, vencedores do prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina no ano de 1.947 por melhorar a compreensão do diabetes.

O ciclo de Cori, também conhecido como via glicose-lactato-glicose, é consistente na conversão da glicose em lactato, que durante a privação do oxigênio é produzido nos tecidos musculares e seguidamente a conversão desse lactato em glicose no fígado pelo processo da gliconeogênese (formação de novo açúcar).

Digamos que o ciclo de Cori seria uma cooperação metabólica realizada entre músculos e fígado dentro do nosso organismo. Quando realizamos um intenso esforço físico durante um curto período de tempo, em segundos por exemplo, ocorre que a distribuição de oxigênio para os tecidos musculares que não é suficiente para oxidar o piruvato na geração de energia ATP como no processo de metabolismo aeróbio normal. Nesse caso, portanto, a glicose é transformada em piruvato e posteriormente a lactato pela via da fermentação lática.  

Com a difusão desse lactato nas correntes sanguíneas, após o esforço físico será convertido em glicose através da gliconeogênese, no fígado, e essa glicose será transportada para os músculos em forma de glicogênio para geração de energia na produção de ATP. Mas porque ocorre esse processo? Tudo para que possa evitar uma acidose lática nos músculos sob condições anaeróbicas, uma forma do organismo transferir para fora das fibras musculares e encaminhando para o fígado através dos transportadores metabólicos para geração de energia tornando um eficiente ciclo gerador. Segundo Machado (2.013, fls. 26), somente 25% do lactato são convertidos pelo processo da gliconeogênese sendo que os 75% são removidos pela oxidação (figura 1).  

 

                

Sendo assim, (Mc.Ardle.2016) o lactato liberado pelos músculos ativos é removido pelo Ciclo de Cori e utilizado no reabastecimento das reservas de glicogênio que foram depletadas pelas atividades físicas intensas, se transformando o lactato em uma fonte valiosa de energia química, colaborando na preservação dos níveis sanguíneos de glicose e no atendimento da demanda energética do exercício concomitante. ( fig. 2, p. 285).

Veja ainda segundo  Powers ( fls. 86),  o que diz sobre o ciclo de Cori e sua importância (fig.3) :  

“Durante o exercício, uma parte do lactato produzido pelos músculos esqueléticos é transportada para o fígado por meio do sangue. Entrando no fígado, o lactato pode ser convertido em glicose por gliconeogênese.    Essa glicose "nova" pode ser liberada no sangue e transportada de volta para a musculatura esquelética, para ser usada como fonte de energia durante o exercício. O ciclo de lactato-glicose entre o músculo e o fígado é chamado de ciclo de Cori.”  

 

Referências:  

 

CICLO DE CORI. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2018. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ciclo_de_Cori&oldid=52833773>. Acesso em: 11.04.2021. 

MACHADO, V. M. e outro. Fisiologia do exercício. – Brasília: Fundação Vale, UNESCO, 2013. 74 p. – (Cadernos de referência de esporte; 2). 

McArdle, William D. Fisiologia do exercício | Nutrição, energia e desempenho humano / 8. ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. 

Powers, Scott K. et al. Fisiologia do exercício : teoria e aplicação ao condicionamento e ao desempenho - 8. ed. - - Barueri : Manole, 2014. 

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