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O domínio do conhecimento de mobilidade x estabilidade articular e a retenção dos alunos de Personal Trainer

O domínio do conhecimento de mobilidade x estabilidade articular e a retenção dos alunos de Personal Trainer

Acredito que todo Personal Trainer tem pelo menos um aluno que reclama de dores crônicas. Dores já existentes quando se torna aluno ou que começa no “meio do caminho” no trabalho que vem sendo desenvolvido.

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A campeã é na região da coluna, principalmente lombar. Possivelmente com a utilização do home office de forma acentuada cada dia mais. E, se o Personal trainer  não tiver conhecimento teórico para associar a prática sobre mobilidade e estabilidade articular, vai ficar tentando resolver com exercício de prancha ventral até perder o aluno para um fisioterapeuta.  

Quanto mais o personal trainer entender do movimento humano, mais consegue resolver cura de dores crônicas dos seus alunos dentro do contexto da academia, aumentando sua credibilidade onde dificilmente o aluno vai interromper as aulas por passar a entender na prática que se torna uma prioridade treinar. 

Entendendo um pouco melhor na prática: A grande maioria das pessoas tem falta de mobilidade articular na coluna torácica, um dos principais motivos que causam as dores na coluna lombar, dificultando até mesmo, da pessoa sentar com as pernas estendidas com a coluna toda ereta, ou seja, disfunção significativa.

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A coluna torácica é uma região da coluna que chamamos de dinâmica (possui movimento) e a medida que vamos “evitando” esse dinamismo por má postura e/ou falta de direcionamento nos treinos, o aluno vai perdendo a função de todo esse complexo e, assim, as dores advindas podem ser sentidas em outras regiões do corpo também. Afirmo o que já está mais do que provado: “muitas vezes a causa pode não estar na mesma região que sente a dor, a não ser que exista uma patologia.” 

Como citado acima, a falta de direcionamento nos treinos, seja por falta de conhecimento ou negligência, podem agravar os casos de dor. Por exemplo, movimentos complexos que exijam grandes amplitudes feitos com mobilidade reduzida e principalmente associado a muito peso, aumentando a sobrecarga, como o agachamento.

Outro exemplo é não preparar as articulações do aluno desde o início do aula. Acredito que caminhar na esteira ou já começar na máquina legpress com peso sub máximo podem não ser opções efetivas. Aplicar formas de trabalhar mobilidade com movimentos do próprio corpo através do conhecimento de biomecânica, além de saber periodizar entre exercícios bilaterais e unilaterais, podem ser opções melhores até mesmo como forma de avaliar se o aluno apresenta bons padrões de movimentos em todos os planos anatômicos e, se não, o que pode ser feito para melhorar. 

Outra questão importante com relação ao conhecimento é saber periodizar treino.

Acredito que conhecer o movimento e o comportamento humano de cada aluno são a resposta para trazer, acima de tudo, qualidade de treino. É possível elaborar bons treinos com foco nos objetivos dos alunos, sem deixar de priorizar qualidade de padrão de movimento.

Leia também em: Lesão no joelho: como voltar em alto nível?

Deixo aqui a pergunta para você Personal trainer: Você tem conhecimento para saber diagnosticar e resolver as dores dos seus alunos? 
 


REFERÊNCIAS: 

Avanços do treinamento funcional, Michael Boyle. 
Trilhos anatômicos, Thomas W. Myers

 


 

Esporte & Movimento
Marina Testa Personal
Marina Testa Personal Seguir

Sou Personal trainer em Belo Horizonte (MG) apaixonada pelo movimento e comportamento humano e como a sabedoria de suas aplicabilidades podem transformar a minha vida e de meus alunos, uma comunidade conhecida como #teamtesta.

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