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Por quê usar as Zonas de Treinamento pode mudar a vida do seu atleta

Por quê usar as Zonas de Treinamento pode mudar a vida do seu atleta

Muitos treinadores me perguntam o por quê eu bato tanto na tecla que temos que ter as Zonas de Treinamento dos nossos atletas e alunos e hoje vou explicar isso.

Primeiro ponto a salientar é a conceituação de Zona de Treinamento. Ela representa, nada mais e nada menos, quais as MELHORES INTENSIDADES DE TREINO para uma pessoa. Seja ela sedentária, idosa, treinada ou atleta profissional.

Todos nós temos as nossas Zonas de Treinamento e ela é específica de cada esporte (ciclismo, corrida ou natação, por exemplo), pois é dependente da aptidão física da pessoa para produzir energia naquela atividade ou naquele conjunto de movimentos que realiza.

Podemos utilizar alguns indicadores para determinar as Zonas de Treinamento, dos mais simples (Percepção Subjetiva de Esforço) aos mais complexos (VO2max e Limiares Fisiológicos).

Uma coisa bacana é que se seu aluno fez uma Ergoespirometria (avaliação da aptidão física com análise de Oxigênio e Gás Carbônico no exercício) você já receberá no laudo os principais dados fisiológicos do aluno/atleta, que serão as Intensidades de Consumo Máximo de Oxigênio (VO2max) e dos Limiares Ventilatórios (Limiar 1 e Limiar 2).

Vou colocar um exemplo de um teste que realizei a poucos dias, onde o atleta tinha o VO2max a 15,0 km/h, o Limiar 2 a 13 km/h e o Limiar 1 a 10 km/h. Pronto já temos os principais parâmetros para prescrever os treinos aeróbios para esta pessoa.

Um estudo muito interessante de Weatherwax et al. (2019) comparou 2 grupos de adultos de meia idade por 12 semanas e mostraram que o grupo que treinou a partir dos Limiares Ventilatórios tiveram uma melhora maior na Aptidão Cardiorrespiratória quando comparados ao grupo que treinou pela Frequência Cardíaca de Reserva. 

Quando prescrevemos treino pela Zona de Treinamento baseada nos Limiares (como no estudo citado) estamos individualizando as cargas de treinamento do nosso aluno/atleta e aumentando as chances de melhora de performance, seja do sedentário até o atleta profissional.

Uma proposta bem interessante para criar as Zonas de Treino baseado na Frequência Cardíaca Máxima da pessoa é a sugerida por Seiler (2010), como mostro a seguir:

Zona 1 - 60 a 72% FCmax

Zona 2 -  72 a 82% FCmax

Zona 3 -  82 a 87% FCmax

Zona 4 - 88 a 92% FCmax

Zona 5 -  93 a 100% FCmax

 

O que acha de montar estas Zonas de Treino para seus alunos e depois me contar como foram os treinos a partir disto, o que acha?

Não se esqueça de compartilhar este texto com seus/suas amig@s, usar a #esporteemovimento e me marcar no seu post sobre isto :-)

No próximo texto vou falar como determinar os Limiares por um teste bem fácil de aplicar.

Forte abraço e até breve

Prof Gerson Leite, PHD

 

Esporte & Movimento
Gerson Leite
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Professor de Educação Física apaixonado por Esportes, Atletas e Empreendedorismo no Esporte. Doutor em Treinamento Esportivo e Pós Doutor em Fisiologia.

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