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Porque estamos presos aos circuitos para as crianças?

Porque estamos presos aos circuitos para as crianças?

Durante a pandemia, nossos(as) pequenos(as) continuam com suas demandas energéticas e o que fazer com essa informação? 

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Devido ao momento que estamos vivendo, as crianças têm ficado um maior tempo em casa, diminuindo a convivência com outras e com acesso restrito a formas de interação, sendo uma delas, as brincadeiras. Essas são de suma importância em vários aspectos para o desenvolvimento e formação deste indivíduo, tanto motor, quanto cognitivo e social.

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Dessa forma, muitas famílias optaram por serviços individuais. Podemos perceber também que nas redes sociais, aulas online e o novo termo criado "Personal Kids" tem aumentado drasticamente. De quebra também conseguimos observar a quantidade de circuitos, engessados por si só no próprio formato, esquecendo da característica principal do seu cliente, ser uma criança. 

Os mesmos são vendidos como lúdicos e divertidos, que em relação ao público, nem precisariam ser citados. É uma característica que já deveria estar claríssima e implícita, considerando o público que estamos trabalhando. 

Mas, qual seria a sugestão para sairmos do padrão convencional? 

Jogos e brincadeiras também são extremamente ligados a melhora nas habilidades motoras. O corpo humano, independente da idade, funciona no principio estímulo-adaptação. Isso significa que, quando o corpo trabalha em algo, gerará uma mudança. 

Não precisamos olhar somente para os circuitos a fim de melhorar o salto, a corrida e mudança de direção por exemplo. Jogos simples como pega pega, podem trabalhar a corrida e a mudança de direção e com mais algumas regrinhas as crianças podem saltar outros participantes para irmos a mais uma habilidade.

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A habilidade lançar, por exemplo, também não precisa estar ligada ao final de um circuito para dosar a intensidade do mesmo. O jogo guerra das bolas, uma adaptação do clássico cabo de guerra, ao inverter alguns princípios apenas, vira uma outra sugestão de jogo que pode ser feito. 

Este texto não vem apenas como forma de provocação, mas também como um pedido para um olhar mais sincero e próximo das nossas crianças. Nós, que circulamos em todas as áreas da educação física, temos criatividade e facilidade em sempre estar se moldando ao meio em que estamos. Este período, mesmo que caótico, conseguiu nos mostrar também a adaptabilidade que temos ao trabalhar com espaços e interações reduzidas, como as aulas online.

Quem poderia imaginar que algum dia aulas para corpos tão pequenos, seriam feitas através de uma tela de celular? Mesmo assim, mostramos o que podemos fazer e ainda ser divertido. 

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Meu convite a nós dessa área é a volta às pesquisas, estudos e trocas de conteúdos com outros profissionais. O número de beneficiados não ficará apenas em nós e sim em todos que passarão por momentos com os envolvidos. 

A educação física merece. As nossas crianças merecem. Você merece. 

 


 

Liberte o potencial da criança e você transformará o mundo.

Maria Montessori.

Esporte & Movimento
Leo Furlan
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