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Treinar com monitoramento. É importante mesmo?

Treinar com monitoramento. É importante mesmo?

 

Será que os atletas amadores precisam mesmo monitorar e controlar dados de treinamento, mesmo não sendo uma atividade remunerada e dependente de bons resultados, pódios, prêmios, patrocínios? Será que é necessário tanto esforço, tão importante olhar para os números e fazer testes regularmente?

É fácil responder a estas perguntas! Tudo dependerá do quão longe o atleta almeja chegar e a real importância do esporte em suas vidas.

O controle e monitoramento de variáveis como frequência cardíaca, ritmo ou velocidade, potência, percepção de esforço, cadência, entre outras, assume uma importância significativa, porém para serem devidamente aplicadas, precisam ser mensuradas e determinadas por meio de avaliações bem conduzidas por profissionais competentes, sejam em laboratório (ex: ergoespirometria, avaliação biomecânica, etc.), ou em campo (teste de 3 km, teste de 12’, etc.).

Como o controle e monitoramento de variáveis podem realmente auxiliar o atleta a chegar mais longe e da melhor forma possível?

  1. Redução do risco de lesões: o controle fino do volume e intensidade de treino é o ponto central para a manutenção saudável dos treinos.
  2. Redução do risco de overtraining: O abuso de forma recorrente nos treinos e provas, apertando o ritmo fora do considerado tolerável e jogando o volume lá no espaço, aumenta-se muito o risco de afastamento do esporte pelo esgotamento físico-mental.
  3. Otimização dos treinos: Muitos atletas não tem tanto tempo disponível para treinar, mas mesmo assim querem evoluir. Neste caso, treinos apenas rodados e com volumes altos se tornam incompatíveis com a rotina e com a expectativa gerada. Uma prescrição bem objetiva, específica e bem direcionada com base em dados concretos é fundamental para o aproveitamento máximo de cada sessão de treinamento.
  4. Autoconhecimento: A associação dos dados com a percepção de esforço se torna uma das armas mais poderosas para o atleta poder enfrentar as adversidades e obter sucesso em seus treinos e provas.
  5. Estratégias de prova: Cada distância e perfil das provas exigem uma estratégia específica por parte do atleta, como ritmo, ajustes biomecânicos e tática para a obtenção de resultados mais sólidos.

Foto de Ketut Subiyanto no Pexels

Bora pra cima!

Esporte & Movimento
Rodrigo Lobo
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Bacharel em Educação Física EEFE-USP Diretor e treinador da Lobo Assessoria Esportiva Corredor e Triatleta há mais de 20 anos. Palestrante de temas relacionados à saúde, qualidade de vida, corrida de rua e triathlon. CREF: 051186-G/SP

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