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Dança como treinamento físico?

Dança como treinamento físico?

Do balé clássico ao Hip-Hop, do Jazz ao Funk, da de salão à de rua, a dança se apresenta para nós em variadas formas e estilos, contagiando à qualquer um que se deixe encantar por seus ritmos para aproveitar desta prática corporal que está presente na história da humanidade desde seus primórdios.

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Muito se engana se você pensa que para dançar é preciso “saber” dançar. Claro, a nível profissional é necessário o aprendizado de técnicas e prática constante para dominar os passos de um determinado estilo de dança. No entanto, para desfrutar dos benefícios que a dança pode proporcionar para você e para seus alunos e alunas o importante é libertar-se da vergonha de movimentar seu corpo na frente das outras pessoas e pura e simplesmente aproveitar; deixar-se levar pelo ritmo da música.

Dançar traz inúmeros benefícios à vida de quem tem a dança como prática regular de exercício físico. Por englobar os três domínios da natureza humana (fisiológica, cognitiva e afetiva), é um ótimo instrumento para a melhora da qualidade de vida do ser humano.

 

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Do ponto de vista fisiológico, a dança é responsável pela melhora no sistema cardiovascular e respiratório, assim como no caso de outras práticas aeróbias. Além disso, a dança, a depender do estilo, também ajuda no fortalecimento muscular do indivíduo.

Num geral, todo e qualquer estilo de dança favorecerá ganhos musculares globais para o corpo, especialmente para a musculatura dos membros inferiores. Mas danças específicas podem direcionar ganhos para regiões específicas do corpo, como a do ventre, por exemplo, que trabalha a região do quadril e das costas em especial.

Entre vários outros benefícios que poderíamos citar, a dança também favorece ganhos na capacidade de flexibilidade do indivíduo. E se você estiver procurando por algo que promova a perda de calorias, a dança também dá conta disso.

Quanto à parte cognitiva, é nítido o quanto a dança estimula a coordenação motora e a memória do praticante. Ambas as capacidades são extremamente necessárias para uma boa realização desta prática, e mesmo que alguém diga “mas eu não tenho coordenação para isso!” ou “não consigo gravar os movimentos na cabeça”, vale ressaltarmos que assim como os ganhos físicos, os ganhos cognitivos também são graduais. Ou seja: também dependem de uma prática regular e contínua para virem à tona!

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Por último, mas não menos importante, dançar também promove ganhos do ponto de vista afetivo-social. Como dito no início do texto, um dos fatores que impede muitas pessoas de dançarem, e por consequência, não considerarem a dança como uma possibilidade de prática de exercício físico, é a vergonha.

É exatamente por isso que deve ser incentivado a estas pessoas tal busca, pois a dança irá promover a superação desta barreira pelo indivíduo. Como diz Cêpa (apud Toneli, 2007), “os alunos ficam mais desinibidos, mais confiantes e sociáveis, existe uma superação de desafios, modificações corporais e emocionais, proporcionando uma melhora do raciocínio, criatividade, socialização, integração, diminuição do estresse e melhor aceitação às mudanças.”.

Desta forma, por estes três aspectos (fisiológicos, cognitivos e afetivos) temos ideia do porquê esta prática está tão presente na realidade das pessoas, ainda mais sendo tão satisfatória, o que é um fator determinante para a adesão de qualquer prática e programa de exercício físico.

É importante estarmos atentos nesta busca - por proporcionar às pessoas práticas que as cativem, que sejam prazerosas para si mesmas. Temos noção de como muitos, por exemplo, deixam de frequentar a academia depois de poucas semanas indo à mesma por não “se encontrarem” nos exercícios físicos ali realizados.

Fazer com que a pessoa encontre uma prática com o qual ela se identifique, tenha prazer (motivando-a na manutenção da prática constante) e claro, esteja de acordo com os objetivos que ela almeja para si, é meio caminho andado para termos um aluno ou aluna engajado na realização da atividade.

Assim, seja na academia, no clube ou em qualquer outro ambiente que você seja o/a responsável por promover a prática de atividades físicas, a dança sempre será sua aliada, proporcionando momentos divertidos e prazerosos para seu grupo, e de praxe, se utilizada constantemente, gerando os benefícios citados anteriormente. E então: vamos dançar?!

 

Referência

SILVA, M. G. B.; VALENTE, T. M.; BORRAGINE, S. O. F. A dança como prática regular de atividade física e sua contribuição para melhor qualidade de vida. Revista Digital EFDesportes, v. 15, p. 166, 2012.

Esporte & Movimento
Mateus Macedo de Araujo
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